História

esgrima lusitana

Apesar da sua mais antiga tradição e utilização em combate ter sido preservada no norte do pais,  onde até cerca dos meados do século XX podemos encontrar referencias de como ainda era uma ferramenta necessária para defesa pessoal e resolução de conflitos, não é no entanto uma novidade em Lisboa e nas grandes cidades.

Na Capital, há cerca de pelo menos dois séculos para cá tem se vindo a implementar como atividade desportiva de cariz marcial, com vários mestres e praticantes que na demonstração da sua bravura em fortes assaltos levantavam ao rubro a assistência, como temos o exemplo do Dr. João Moura Pinheiro e Arnaldo Ressano  Garcia,  que  “Em 26 de Março de 1907, fizeram no Coliseu um assalto memorável, luta rija, tendo intervido a autoridade. Foram pelo Infante D. Afonso chamados ao camarote,  conjuntamente com o seu mestre, Artur dos Santos. Ali foram felicitados e abraçados pelo Infante. ” – “Jogo do pau – Esgrima Nacional” de António Nunes Caçador – 1963

Em 1895 pelas mãos do Ginásio Clube Português, esta arte é transportada para ginásio, onde até então só era praticada no campo e recintos operários, quintais e barracões da cidade. O primeiro mestre do Ginásio Clube Português foi Pedro Augusto da Silva(?-1897), aluno do mestre José Maria da Silveira (1805-1888).

Não só no Ginásio Clube Português mas também noutros ginásios da capital o jogo do pau ganhou fama, como no Ateneu Comercial de Lisboa, e outros locais onde ensinaram grandes mestres. O que possibilitou que esta arte se preservasse até aos dias de hoje num meio urbano, onde o varapau não é uma realidade do quotidiano.

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